quinta-feira, 31 de julho de 2025

Brasil e Estados Unidos: Uma Guerra Assimétrica


A ordem executiva assinada por Donald Trump impondo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e citando nominalmente Jair Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo, não é apenas uma escalada comercial, é uma declaração de guerra econômica contra o povo brasileiro. É a confirmação definitiva de uma nova fase da guerra assimétrica que os Estados Unidos travam contra países que ousam exercer sua soberania, e representa o momento em que a máscara da "parceria" finalmente caiu. Ao misturar interferência política direta com chantagem econômica, Trump revelou o que há de mais arcaico e desesperado na política externa estadunidense.

A justificativa apresentada pela Casa Branca de que o governo brasileiro representa uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional dos EUA expõe a paranoia de um império em decadência. Declarar emergência nacional com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 contra o Brasil, enquanto simultaneamente sanciona o ministro Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky, demonstra o desespero de quem perdeu a capacidade de exercer influência através de meios diplomáticos convencionais.

Durante décadas, os EUA mantiveram sua posição hegemônica no mundo através de uma combinação de uma diplomacia agressiva, força militar, influência econômica e dominação cultural. No entanto, essa hegemonia já não se sustenta mais, a emergência de novos atores globais e o fortalecimento de blocos alternativos como os BRICS, que buscam consolidação de projetos multilaterais de desenvolvimento e cooperação, têm progressivamente minado o poder unilateral dos EUA. O mundo já não gira em torno de Washington e isso os incomoda profundamente.

O Brasil, ao adotar uma política externa mais autônoma e orientada para o multilateralismo, naturalmente passa a incomodar essa ordem em ruínas. As recentes aproximações com a China, com os BRICS+, com países do Sul Global e a defesa de uma nova governança internacional mais equânime colocam o Brasil num novo eixo estratégico. E essa guinada, ainda que moderada e gradual, é percebida por setores do establishment norte-americano como um ato de desobediência intolerável.

A inclusão de Bolsonaro e Paulo Figueiredo na ordem executiva revela uma estratégia ainda mais sinistra e antidemocrática: a instrumentalização de extremistas de direita como pretexto para pressões geopolíticas devastadoras contra o Brasil. Trump não defende genuinamente os direitos humanos, muito pelo contrário, o que vemos é a operação clássica da utilização de seus aliados internos para justificar a destruição econômica de uma nação soberana.

Essa guerra assimétrica não se dá no campo de batalha tradicional, já não há tanques, e não há invasões. O que existe é chantagem comercial, manipulação midiática, operações de desinformação e uso político de organismos internacionais. A atual administração dos EUA pressiona empresas, impõe sanções, desestabiliza democracias por dentro e cria narrativas para justificar suas ações, tudo sob a bandeira da "liberdade" e dos "direitos humanos", ainda que o que esteja em jogo seja, sempre, o controle de mercados e recursos alheios.

A tarifa de 50% não é apenas uma medida comercial, é um recado político. É a tentativa de punir economicamente o Brasil por exercer sua soberania judiciária e por não se curvar às pressões externas. Quando Trump afirma que está "protegendo a segurança nacional dos Estados Unidos de uma ameaça estrangeira", ele revela a rota essência imperial de quem não tolera que outros países tomem decisões independentes que contrariem os interesses da velha potência.

Os brasileiros precisam estar cientes disso. Estamos entrando, pelo nosso crescimento com um ator global extremamente relevante, em uma disputa geopolítica na qual o país será constantemente provocado, testado e pressionado. A guerra é comercial, mas também simbólica. Está em jogo a capacidade do país de construir um projeto nacional soberano, voltado para o desenvolvimento com justiça social e inserção internacional altiva. E, ao contrário do que muitos imaginam, isso não será permitido pacificamente pelos que ainda se imaginam senhores do mundo.

A tentativa do presidente Lula de estabelecer diálogo, relatada em entrevista ao New York Times quando afirmou que "ninguém dos EUA quer conversar" sobre o tarifaço, demonstra a maturidade diplomática brasileira diante da intransigência estadunidense. Enquanto o Brasil busca o diálogo, eles respondem com ultimatos e chantagens.

Por isso, o caminho do Brasil não pode ser o da submissão, tampouco o do alinhamento automático com qualquer potência. O país precisa afirmar sua soberania com lucidez e estratégia, ampliando suas parcerias sul-sul e aprofundando sua integração com a América Latina e a África. Além disso, deve fortalecer o papel dos BRICS como alternativa real à ordem unipolar e apostar em instrumentos financeiros próprios, como o comércio em moedas locais e o uso de bancos multilaterais independentes.

Ao mesmo tempo, é preciso resistir às tentativas internas da extrema-direita de sabotagem. Grupos políticos locais alinhados a interesses estrangeiros atuam como verdadeiros cavalos de Troia, não só aqui, mas no mundo todo, esses grupos buscam desestabilizar governos democraticamente eleitos, desacreditar políticas públicas nacionais e semear o caos como pretexto para restaurar um modelo de dependência que agoniza de morte. A ordem executiva de Trump foi dirigida a eles, não ao Brasil democrático e soberano.

O império, ao agir dessa forma, apenas confirma sua decadência terminal e seu desespero crescente. Quando um país precisa recorrer a sanções econômicas brutais e interferência política descarada para tentar manter sua influência, isso demonstra a sua falência iminente, o esgarçamento do seu modelo de liderança global. É o comportamento típico de um predador acuado, sem capacidade de seduzir ou convencer, resta apenas a tentativa patética de ameaçar quem ousa desafiá-lo. E, quando um país tenta exportar sua crise interna para outro, é preciso firmeza.

O Brasil precisa entender que o novo conflito em curso não é apenas econômico, e sim civilizacional. A disputa é entre um modelo de mundo multipolar, democrático e respeitoso à soberania nacional de todos os estados nacionais, e outro que insiste na dominação unilateral através da força e da chantagem, neste embate, não basta sobreviver é preciso liderar e apontar o futuro.

Ou o Brasil assume seu papel como ator geopolítico soberano, com projeto próprio, resistindo às pressões e construindo alternativas concretas à ordem nati-morta, ou será tragado pela tempestade de um antigo império que, sem conseguir mais mandar no mundo, tenta arrastá-lo para o fundo com ele. Este não é mais um debate acadêmico ou uma reflexão diplomática. Cada brasileiro precisa entender que estamos vivendo o momento decisivo, não se trata apenas de economia ou política externa, trata-se de definir se teremos um país verdadeiramente soberano ou se seremos reduzidos de volta à condição de colônia.

As forças entreguistas internas, aquelas mesmas que Trump cita em sua ordem executiva, trabalham incansavelmente para sabotar qualquer projeto nacional autônomo. Elas preferem a subordinação confortável à dignidade da luta. Precisam ser identificadas, expostas e politicamente derrotadas em cada espaço de poder que ocupam, carregando para sempre o carimbo de quinta-colunistas que são.

A batalha não será fácil, um antigo império ferido é muito mais perigoso, mas nunca na história moderna houve condições tão favoráveis para quebrarmos definitivamente as correntes da nossa dependência. China, Índia, Rússia, África, os países árabes, todos enfrentam o mesmo tipo de chantagem em algum momento de suas trajetórias. A história julgará sem piedade quem se omitiu nesse momento tão grave. O Brasil tem não apenas a oportunidade, mas o dever histórico de ser um dos líderes da resistência global contra a tirania dos EUA sob Trump. O futuro se decide hoje, a neutralidade é cumplicidade e o colaboracionismo crime! Soberania de verdade só se conquista com luta.

 

Cláudio Carraly - Advogado, ex-secretário executivo de Direitos Humanos de Pernambuco.

 

 

 

 

sexta-feira, 11 de julho de 2025

O RIO CAPIBARIBE SE UNIU AO BEBERIBE E FORMOU O OCEANO ATLÂNTICO(Pernambuco é Brasil)


Pernambuco emerge como um laboratório vivo da brasilidade, concentrando em seus limites geográficos as contradições, potencialidades e complexidades que definem o Brasil contemporâneo. Este estado do nordeste brasileiro transcende sua dimensão territorial para se estabelecer como um microcosmo do que acontece no todo, manifestando de forma condensada os principais desafios e oportunidades que caracterizam a nação.

 

A história pernambucana é um espelho amplificado dos eventos que moldaram o país, servindo como palco para as primeiras grandes expressões de autonomia e pluralidade. O Estado foi palco de eventos seminais da identidade brasileira. A Capitania de Pernambuco, estabelecida em 1534, tornou-se rapidamente o centro econômico mais próspero da América Portuguesa, fundamentado na produção açucareira. Esta prosperidade inicial criou as bases para uma sociedade complexa e estratificada que antecipava muitos dos dilemas sociais que posteriormente se estenderiam por todo o território nacional.

 

A experiência da dominação holandesa (1630-1654) em Pernambuco representa um dos primeiros ensaios de pluralismo cultural e religioso no Brasil, sob o governo de Maurício de Nassau, Recife experimentou um período de tolerância religiosa, desenvolvimento urbano e efervescência cultural que contrastava radicalmente com a rigidez do sistema colonial português. Esta experiência histórica singular demonstra a capacidade pernambucana de absorver e sintetizar influências diversas, característica que se tornaria central na formação da identidade brasileira.

 

Pernambuco consolidou-se como epicentro dos movimentos emancipatórios brasileiros. A Guerra dos Mascates (1710-1711) representou um dos primeiros conflitos entre interesses locais e metropolitanos, antecipando as tensões que culminariam na Independência. Ampliando o escopo dessas aspirações autonomistas, a Revolução Pernambucana de 1817 estabeleceu precedentes fundamentais para a concepção de uma república brasileira, articulando ideais iluministas com aspirações de autonomia regional.

 

A Confederação do Equador (1824), por sua vez, expandiu este projeto emancipatório, propondo uma alternativa federativa ao centralismo imperial. Estes movimentos não apenas prefiguraram questões centrais da formação política brasileira, mas também demonstraram a capacidade pernambucana de elaborar projetos alternativos de organização social e política.

 

Por conta de sua rebeldia histórica, os pernambucanos sofreram como punição um imenso desmembramento territorial perpetrado pelo poder central contra uma unidade de sua federação. Pernambuco, que originalmente incluía os atuais territórios de Alagoas e parte da Bahia, foi sistematicamente fragmentado como forma de punição pelas sucessivas revoluções, como estratégia para o enfraquecimento político do Estado.

 

A rica tapeçaria cultural de Pernambuco é, por si só, um compêndio da brasilidade, onde tradições e inovações se entrelaçam e se complementam para formar uma identidade singular e profundamente representativa. O centro histórico de Olinda constitui um dos conjuntos arquitetônicos mais significativos brasileiros, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Conjuntamente com o Marco Zero do Recife, promovem na paisagem urbana das duas cidades uma cápsula de diferentes períodos da história brasileira, desde a arquitetura colonial portuguesa até as inovações holandesas, criando um ambiente urbano único que demonstra a capacidade brasileira de integrar influências culturais diversas.

 

A arquitetura pernambucana prefigura soluções urbanísticas que posteriormente se difundiriam pelo país: os sobrados com balcões, os sistemas de canais urbanos, as cúpulas mouras, a integração entre arquitetura civil e religiosa constituem elementos que se tornaram característicos da paisagem brasileira.

 

O Carnaval pernambucano representa uma das expressões mais autênticas da cultura popular nacional. O frevo, gênero musical nascido em Pernambuco, sintetiza influências principalmente africanas, com elementos europeus e indígenas, criando uma forma de expressão que transcende fronteiras regionais para se tornar patrimônio nacional. A multidão nos blocos carnavalescos demonstra a capacidade pernambucana de criar formas de sociabilidade que integram diferentes classes sociais em torno de manifestações culturais comuns.

 

O maracatu, por sua vez, preserva e reelabora tradições indígenas e africanas, estabelecendo pontes entre o passado colonial e o presente democrático. Estas manifestações culturais não constituem meros folclores regionais, mas sim estuário de experimentação social onde se ensaiam novas formas de convivência e identidade coletiva do que chamamos hoje de Brasil.

 

Pernambuco produziu alguns dos mais importantes intérpretes da realidade brasileira, dentre eles, Gilberto Freyre, nascido no Recife, revolucionou a discussão da formação social brasileira com "Casa-Grande & Senzala", que apesar de sua profunda influência no estudo da formação social brasileira, é vista como romantização da escravidão e da relação entre senhores e escravizados. Josué de Castro, também pernambucano, desenvolveu análises pioneiras sobre o fenômeno da fome e o subdesenvolvimento que se tornaram referências mundiais. Paulo Freire, referência na pedagogia contemporânea global, além da tradição literária pernambucana, que inclui nomes como João Cabral de Melo Neto, Nelson Rodrigues, Clarice Lispector, Manuel Bandeira e tantos outros, demonstrando a capacidade do estado de produzir reflexões universais a partir de experiências locais, característica fundamental da melhor tradição intelectual brasileira.

 

A composição social e as interações humanas em Pernambuco oferecem um campo fértil para a compreensão das dinâmicas antropológicas que moldaram a nação. Pernambuco concentra uma das mais complexas composições étnicas do país, a presença significativa de populações indígenas, africanas e europeias, posteriormente acrescida de migrações internas e externas, criou um mosaico populacional que reflete a diversidade étnica brasileira. Os processos de mestiçagem em Pernambuco não apenas precederam cronologicamente experiências similares em outras regiões, mas também desenvolveram formas específicas de integração social que se tornaram paradigmáticas para a compreensão da formação do estrato social brasileiro.

 

A persistência e resistência de comunidades quilombolas em Pernambuco, como Palmares, demonstra a capacidade de resiliência e organização de populações afrodescendentes preservadas na história, assim estabelecendo bases onde beberam os movimentos sociais contemporâneos, estas experiências do passado fornecem elementos fundamentais para a compreensão e complexidade das relações raciais no Brasil contemporâneo.

 

O sincretismo religioso pernambucano apresenta características que revelam padrões nacionais. A coexistência entre catolicismo, religiões de matriz africana, protestantismo e judaísmo em Pernambuco criou formas específicas de religiosidade popular que se difundiram por todo o território nacional. As festas religiosas pernambucanas, como as celebrações juninas e a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, integram elementos sagrados e profanos de forma que se tornou característica da religiosidade brasileira, celebrada como um traço único e belo da identidade nacional pelo exterior.

 

As formas de organização social desenvolvidas em Pernambuco antecipam muitos dos mecanismos de solidariedade que caracterizam a sociedade brasileira. As associações de bairro, os grupos culturais, as organizações civis e religiosas constituem uma rede de sociabilidade que abrange o conjunto da sociedade, criando formas de coesão social que se tornaram paradigmáticas para a compreensão da sociedade brasileira. Pernambuco, hoje, não apenas reflete, mas também concentra, em escala regional, os principais dilemas do desenvolvimento brasileiro, oferecendo um caso de estudo sobre como as tensões sociais e econômicas se manifestam.

 

Pernambuco reproduz os principais dilemas do desenvolvimento brasileiro, a coexistência entre setores econômicos modernos e tradicionais, a persistência de desigualdades sociais significativas, os desafios da urbanização desenfreada constituem questões que se manifestam de forma paradigmática no Estado. O complexo industrial de Suape representa um dos mais ambiciosos projetos de desenvolvimento regional do Brasil contemporâneo, demonstrando as possibilidades e limitações das estratégias de industrialização em regiões periféricas. Os resultados contraditórios deste projeto, que coexistem com índices de desigualdade social ainda marcantes, ilustram os dilemas mais amplos do desenvolvimento nacional, onde o progresso econômico nem sempre se traduz em equidade social plena.

 

A diversidade de ecossistemas em Pernambuco, que inclui mata atlântica, caatinga e zona costeira, concentra os principais desafios ambientais brasileiros. A pressão sobre recursos hídricos, a degradação de ecossistemas naturais, os conflitos entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental se manifestam de forma particularmente aguda no Estado. As experiências de convivência com o semiárido desenvolvidas constituem laboratórios de sustentabilidade que podem fornecer soluções para problemas similares em outras regiões do país. As tecnologias sociais desenvolvidas, como as cisternas de placas e os sistemas de irrigação por gotejamento, demonstram a capacidade de inovação social que caracteriza a melhor tradição brasileira.

 

Pernambuco não se limita a refletir o passado e o presente, é também um polo de inovação que sinaliza direções futuras para o desenvolvimento tecnológico e educacional do Brasil. O Porto Digital, em Recife, representa uma das mais exitosas experiências de desenvolvimento tecnológico da América Latina. Este projeto antecipa possibilidades de inserção do país na economia digital global, demonstrando que é possível criar polos de inovação em regiões tradicionalmente periféricas. A concentração de empresas de tecnologia da informação em Recife ilustra o enorme potencial de transformação econômica que possui o Brasil contemporâneo.

 

As lições extraídas da experiência pernambucana oferecem um roteiro valioso para a construção de uma nação mais justa e integrada. As experiências históricas de autonomia regional em Pernambuco fornecem elementos fundamentais para a compreensão das possibilidades e limitações do federalismo brasileiro. A capacidade de apresentar projetos próprios de desenvolvimento, mantendo vínculos com o poder central, ilustra caminhos possíveis para a construção de um federalismo cooperativo que respeite as especificidades regionais.

 

Essa experiência demonstra que é possível construir formas de convivência social que respeitam a diversidade étnica e cultural, integram tradição e modernidade, e articulam autonomia regional com integração nacional. Estas constituem patrimônio fundamental para a construção de um Brasil mais democrático, igualitário e culturalmente diverso. O estudo de Pernambuco como microcosmo do Brasil revela que as soluções para os principais desafios nacionais não devem ser buscadas apenas em modelos externos, mas também na rica experiência histórica e cultural acumulada nas diferentes regiões do país. A capacidade de síntese e inovação demonstrada pelo povo pernambucano ao longo de sua história constitui um dos principais ativos para a construção do futuro brasileiro.

 

Pernambuco emerge não apenas como mais um estado, mas um laboratório privilegiado da experiência e do ethos brasileiro, as contradições, potencialidades e desafios que se manifestam, constituem versões condensadas de questões que permeiam toda nossa sociedade. A capacidade pernambucana de integrar diversidades, criar formas inovadoras de organização social e cultural, além de desenvolver projetos alternativos de desenvolvimento, ilustra possibilidades que transcendem limites políticos e econômicos.

 

Os mecanismos de integração desenvolvidos em Pernambuco, que permitem a coexistência na diversidade, constituem experiências paradigmáticas para a construção de uma sociedade brasileira mais igualitária e democrática. Nesse sentido, Pernambuco não apenas revela a alma multifacetada do Brasil, mas também ilumina os caminhos possíveis para um futuro em que a diversidade, a inovação e a solidariedade se tornem os pilares de nossa identidade nacional, servindo como um farol para o Brasil que almejamos ser.

 

 

Cláudio Carraly - Advogado, ex-secretário executivo de Direitos Humanos de Pernambuco.

Atenciosamente, Deus

Eu te ouvi.   Antes da palavra. Antes da intenção. Antes da forma que você tentou dar ao que sentia. Eu te ouvi no intervalo onde o ...